Bebê a Bordo

Cegonha a caminho?

Aqui você vai encontrar dicas e orientações sobre a gravidez, desde o início, passando pelo passo a passo da gestação, falando sobre possíveis complicações e terminando em informações sobre alguns dos aspectos envolvidos no parto, sempre procurando o melhor para a mamãe e para o bebê.

A concepção

As informações a seguir são apenas orientações e não substituem a relação médico-paciente. Agende uma consulta aproximadamente 3 meses antes de engravidar, para avaliação, aconselhamento, preparo e eventuais tratamentos a fim de obtermos uma gestação na melhor condição de saúde possível.

A origem da vida inicia-se pela união de um óvulo da mãe a um espermatozóide do pai. Dois dias e meio depois, o óvulo fecundado já se subdivide em várias células microscópicas.

Para as mulheres com ciclos de 28 dias, a ovulação acontece por volta do 14º dia do ciclo. Faça uma dieta rica em frutas e vegetais; pratique exercícios regularmente; inicie um suplemento de ácido fólico. Suas principais fontes dietéticas são os vários tipos de feijão, vegetais de folha, fígado, espinafre, brócolis e cereais. Pare de fumar, tomar bebidas alcoólicas e usar medicações sem prescrição médica.

CONSELHO PARA O PAPAI

Entre os dias 12 e 16 do ciclo (para mulheres com ciclo regular de 28 dias) você já deve saber o que fazer. Na sua parcela da gravidez, os espermatozóides devem transitar, num processo que dura até 10 horas pelos órgão genitais internos da mulher movendo-se através de vagina, útero e trompas. De alguns milhões de espermatozóides ejaculados, estima-se que menos de 100 mil cheguem às trompas. Lá eles irão se encontrar com o óvulo e o milagre da vida começa. 

Alimentação e Nutrição na Gravidez

A gravidez é um momento especial em sua vida e a boa nutrição é agora, mais importante que nunca. Estudos relatam desfechos desfavoráveis em ganho de peso inadequado. Aquela velha estória “você terá que comer por dois” não é bem verdadeira, você deverá comer pelos dois e não por dois, portanto nada de sair comendo qualquer coisa na hora da fome, você deverá se alimentar de forma equilibrada aproveitando ao máximo os nutrientes dos alimentos, evitando o ganho de peso excessivo para não trazer riscos tanto para você como para seu bebê.

A nutrição adequada nas primeiras semanas da gravidez garante um desenvolvimento completo do órgão responsável pela oxigenação e alimentação do feto, chamado placenta e do sistema circulatório do bebê.

A variação normal de peso durante uma gestação única, de uma paciente que engravidou no peso ideal, oscila entre 6 – 16 kg ao final da gestação. O ideal seria ganhar entre 9 e 12 kg. Em gestações múltiplas deve-se ganhar pelo menos 4,5kg adicionais.

Se a mãe estiver abaixo do peso quando ficar grávida, um aumento de 12 a 18 kg é indicado. Se estiver acima do peso ou obesa, esse aumento deve variar de 7 a 9 kg.

Você sabe se o seu peso está dentro dos limites normais?

O objetivo da medida do peso durante a gravidez é identificar as gestantes com problemas nutricionais, ou seja, aquelas abaixo do peso ideal no início da gestação ou que estão ganhando muito pouco peso ou ainda, aquelas muito acima do peso ideal no início da gestação ou que estão ganhando peso acima do normal.

Quais são as comidas que não devo comer?

A grávida pode comer quase tudo, mas deve evitar alguns tipos de alimentos:

• Peixes e frutos do mar crus, como ostras e sushi.

• Queijos de casca branca, queijos com fungos. Evite também queijos do tipo frescal ou minas, que podem ser feitos com leite não-pasteurizado. O problema é a possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença que pode prejudicar o bebê.

• Carne bovina mal-passada ou crua, carne de porco mal-passada, ovos crus, ovo frito com gema mole e algumas sobremesas que levam ovo cru tais como mousses. A precaução é para evitar bactérias que possam afetar a mãe e o bebê.

• Alimentos que sabidamente provocam reações alérgicas na gestante.

• Bebidas alcoólicas. O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebê, por isso os especialistas recomendam cortar totalmente as bebidas alcoólicas na gravidez.

• Bebidas e alimentos com cafeína. Se possível, prefira bebidas descafeinadas.

O que devo comer na gestação?

Durante toda a gravidez, a mulher deve comer a cada três horas. Uma vez que a digestão torna-se mais lenta e dificultada na gestação, com maior chance de ocorrer refluxos, é preferível alimentar-se mais vezes, e em menor quantidade.

Os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes e verduras. Além disso, carnes, leite e derivados, sempre variando para assim obter os mais variados minerais e vitaminas que mamãe e bebê precisam. Não se esquecendo de beber pelo menos dois litros de água por dia.

Gestantes diabéticas, hipertensas ou com alguma outra doença crônica devem ser orientadas quanto à alimentação mais adequada, preferencialmente por uma profissional nutricionista.

PIRÂMIDE ALIMENTAR

Uma alimentação saudável deve conter quantidades adequadas de nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais e água). Tanto a falta como o excesso de um ou mais nutrientes podem causar danos ao organismo.

A pirâmide alimentar é um guia alimentar para orientação de uma alimentação equilibrada, ela é dividida em várias partes, cada parte que compõe a pirâmide corresponde a um grupo de alimentos.

Na base da pirâmide estão os alimentos ricos em carboidratos, vitaminas do complexo B e fibras (pães, massas, batatas, arroz etc…) que têm como principal função fornecer energia a nosso organismo e são necessários para o sistema nervoso e cérebro de seu bebê.

Logo acima da base estão dois grupos, um composto por vegetais e o outro por frutas, que são fontes de vitaminas (ex: A, C, folato…), sais minerais (ex: potássio, ferro…) e fibras, que têm como função a regulação do nosso organismo além de auxiliar na formação da placenta, vasos sanguíneos, ossos, dentes, pele e cartilagem.

Acima das frutas e verduras estão três grupos, o grupo do leite e seus derivados, o grupo das carnes e o grupo das leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha…). Estes grupos são compostos por alimentos ricos em proteínas, vitaminas A, D,B6 e B12, ácido fólico, ferro, zinco e cálcio, que desempenham uma função construtora no nosso organismo, ou seja, são necessários para o crescimento do útero e seios, desenvolvimento de músculos e sistema nervoso, formação dos diversos órgãos do bebê, bem como da placenta e das membranas que a envolvem. A baixa ingestão de proteína pode levar à má formação da placenta e ainda atraso no desenvolvimento motor, celular e nervoso do feto.

No topo da pirâmide estão os açúcares, os óleos e gorduras. Como podemos observar eles ocupam só a pontinha da pirâmide, portanto devem ser ingeridos em pequena quantidade durante o dia.

CALORIAS

As necessidades calóricas variam de acordo com o peso pré-gestacional, estágio da gravidez, nível de atividade física e aumento de seu metabolismo basal, de um modo geral, recomenda-se que haja um aumento na ingestão calórica de 300kcal para o 2º e 3º trimestres, não sendo considerada para o primeiro trimestre.

Recomendações Nutricionais

Preocupações comuns na gestação

CAFEÍNA

Os estudos não chegaram a nenhuma conclusão definitiva se a cafeína pode ou não causar problemas durante a gestação, porém a cafeína pode atravessar a placenta e deixar o bebê agitado, reduzir a absorção de ferro e em algumas mulheres causar náuseas e azia, além de interagir com outras substâncias como cigarro e álcool, induzindo a constrição dos vasos sanguíneos do feto.

ÁLCOOL

O consumo de bebidas alcoólicas não é recomendada durante a gestação pois podem levar à conseqüências graves ao bebê, afetando o sistema nervoso central, atraso no crescimento e retardamento mental.

Recomendações gerais:

Nos primeiros 3 a 4 meses é freqüente a presença de náuseas e vômitos, por isso siga algumas sugestões:

1. Divida ao máximo suas refeições, fazendo de 5 a 6 pequenas refeições durante o dia, em horários regulares, evitando jejuns prolongados e grandes refeições;

2. Mantenha bolacha água e sal, torradas ou cereais secos na mesa de cabeceira, para comer pela manhã, antes de se levantar da cama;

3. Limonada ou limão pode ajudar a controlar a náusea;

4. Evite alimentos com odores e sabores fortes;

5. Evite alimentos gordurosos e muito condimentados.

• Coma devagar e mastigue bem os alimentos;

• Consuma pelo menos três frutas por dia, variando os tipos e de preferência com a casca;

• Dê preferência aos grãos integrais (aveia, arroz integral, gérmen de trigo, farelo de trigo, etc), pois são ricos em nutrientes e fibras;

• Beba bastante líquidos ao longo do dia, evitando o consumo durante as refeições;

• Evite excessos de gorduras e açúcares;

• Não sente ou deite logo após as refeições;

Exercícios vs Gravidez. O que é permitido? Quais os limites?

1) O exercício físico pode ser estimulado na gravidez?

O exercício físico ADEQUADO deve sim ser estimulado! Ele ajuda tanto no controle de peso, quanto na redução da ansiedade e melhora da postura.

2) Quais atividades são recomendadas na gravidez?

- Caminhar e nadar são atividades seguras durante todo o período da gravidez;

- Ioga e Tai Chi Chuan são exercícios de baixo impacto e ajudam manter a forma e relaxar. Mas, as aulas devem ser apropriadas para grávidas;

- Exercícios em aparelhos de academia são permitidos com exceção aos com pesos livres. Claro, sempre bem supervisionados!

3) Quais atividades devem ser evitadas?

- Ginastica aeróbica de alta intensidade;

- Esqui na neve ou água;

- Hipismo;

- Corrida;

- Musculação com pesos livres;

- Patinação;

- Mergulho.

4) Quais cuidados devem ser tomados pela grávida durante a atividade física?

- Utilizar roupas confortáveis e largas;

- Fazer sessões regulares de 30 a 60 minutos 3x por semana;

- Beber muita água;

- Cuidados na hora do alongamento;

- Parar com as atividades em caso de dor, sangramento (por menor que seja), palpitação, tontura ou dor de cabeça;

A grávida não deve se exercitar se o tempo estiver quente e úmido.

O pré-natal

O pré-natal é a assistência prestada à gestante durante os nove meses de gravidez, visando evitar complicações para a mãe e o bebê nesse período e no momento do parto.

Podemos, em alguns casos, diagnosticar e tratar de diversas doenças e complicações que podem trazer o parto prematuro ou até mesmo o aborto.

Mesmo que o número de consultas varie de acordo com cada gestante, em geral, a paciente é orientada a retornar ao consultório mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, as consultas são quinzenais e a partir do nono, o encontro passa a ser semanal.

Durante o pré-natal são realizados os seguintes procedimentos e exames: medição da pressão arterial; verificação do peso; ausculta dos batimentos cardíacos do feto, ultrassonografia e solicitações de exames diversos como laboratoriais, de imagens, entre outros.

O Pré-Natal também desenvolve uma função informativa. É neste momento que assuntos importantes como o ganho de peso e o tipo de parto são discutidos com o obstetra. Muitas mulheres têm pouca informação e muitas dúvidas sobre estes assuntos, e acabam sendo submetidas, por exemplo, ao tipo de parto mais conveniente, mas não necessariamente o mais indicado.

Quais exames preciso fazer no pré-natal?

Seu médico solicitará no pré-natal, preferencialmente no início da gestação, os seguintes exames:

• Tipagem sanguínea

• Hemograma completo

• Sorologias para sífilis, HIV, Hepatite B e C, toxoplasmose, rubéola e, dependendo do caso, HTLV e citomegalovírus

• Glicemia de jejum e teste de tolerância à glicose

• Colpocitologia oncótica (Papanicolaou)

• Cultura de secreção vaginal para pesquisa de microorganismo Streptococcus do grupo B

• Parasitológico de fezes

• Exame de urina e cultura

Além destes, a depender das condições de saúde atuais e pregressas da gestante, o médico poderá ainda solicitar outros exames gerais tais como os de função da tireóide, colesterol total e frações, funções dos rins e fígado. Vale lembrar que a ultrassonografia obstétrica é fundamental para o seguimento da gestação, com a finalidade de calcular a idade gestacional, avaliar a morfologia dos órgãos do feto e avaliar possibilidades de mal-formações fetais, o crescimento e a vitalidade e bem-estar fetal, etc.

* Ah, e não esqueça, o futuro papai deve sempre que possível participar das consultas. Afinal, ele também terá um papel importantíssimo durante a gravidez.

A importância da ultrassonografia

A ultrassonografia é o exame de diagnóstico por imagem que aproveita o eco produzido pelo som para captar e enxergar, em tempo real, estruturas e órgãos do corpo, tecidos moles e fluxo sanguíneo.

O Ultrassom não atinge a paciente nem ao feto, não causa câncer, não interfere em marca-passos e também não tem seu resultado alterado pelo fato de o paciente possuir próteses metálicas. É o método ideal para examinar mulheres gestantes, durante o acompanhamento pré-natal, permitindo reconhecer o sexo do bebê antes do nascimento, além de diagnosticar eventuais alterações morfológicas ou funcionais do feto, realizar intervenções intrauterinas e prever as que serão necessárias após o nascimento.

Um exame de realização muito simples que, para sua melhor comodidade e precisão no diagnóstico, realizamos no próprio consultório.

Gravidez em idade avançada

O adiamento da gravidez é uma escolha comum das mulheres, nos dias de hoje. O número de grávidas ou mulheres tentando engravidar na faixa entre 30 e 40 anos tem aumentado nos últimos anos. Pelo menos 20% das mulheres aguardam até os 35 anos para iniciar uma nova família. Entretanto, é importante alertar estas mulheres sobre as conseqüências desta decisão: a idade pode afetar sua capacidade de conceber. É também importante informá-las sobre os tratamentos disponíveis que podem ajudá-las a engravidar, quando elas decidirem que o melhor momento chegou.

1) Queda natural da fertilidade

A queda na fertilidade com o avanço da idade é um fato biológico. Estima-se que a chance de gravidez por mês é de aproximadamente 20% nas mulheres abaixo de 30 anos, mas de apenas 5% nas mulheres acima dos 40. Mesmo com os tratamentos para infertilidade, como a fertilização in vitro, a fertilidade diminui e as chances de um aborto espontâneo aumentam após os 40.

2)Envelhecimento dos óvulos

À medida em que a mulher envelhece, os óvulos remanescentes também envelhecem, tornando-se menos capazes de serem fertilizados pelos espermatozóides. Outro fator a ser ponderado é que a fertilização desses óvulos está associada a um risco maior de alterações genéticas. Por exemplo, alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down, são mais comuns em crianças nascidas de mulheres mais velhas. Há um aumento contínuo no risco desses problemas cromossômicos conforme a mulher envelhece. Quando os óvulos com problemas cromossômicos são fertilizados, eles têm uma possibilidade menor de sobreviver e crescer. Por essa razão, mulheres que estão acima dos 40 têm um risco aumentado de abortos espontâneos também.

3) Aparecimento de doenças crônicas

Mulheres portadoras de doenças crônicas, tais como pressão alta e diabetes, também merecem atenção especial e aconselhamento do obstetra ou neonatologista, antes de tentar a gravidez. Estes profissionais podem fornecer informações quanto ao curso da gravidez para uma mulher com tal condição médica. É importante que essas doenças estejam bem controladas antes da tentativa de engravidar. Mesmo sem apresentar pressão alta e diabetes pré-existentes, essas condições se desenvolvem mais comumente em mulheres que concebem após os 35 anos. Como resultado desse risco aumentado, exames e monitoramento especiais podem ser recomendados durante a gravidez.

Infertilidade

Um casal é considerado infértil quando não consegue conceber após período de tentativas de 12 meses, sem uso de métodos anticoncepcionais, mantendo relações sexuais frequentes.

As estatísticas mostram que 12-20% dos casais em idade fértil experimentam dificuldades para gerar filhos. Pelo menos metade desse contingente precisará recorrer a tratamentos com técnicas mais avançadas, como a Fertilização In Vitro (FIV). A chance de um casal normal conceber por meios naturais, mantendo relações sexuais no dia fértil da mulher, é de 20% ao mês, isso é chamado de taxa de fecundidade natural. Sabemos ainda que nos casais que já estão tentando engravidar há mais de um ano a taxa de fecundidade é pelo menos a metade do habitual, mesmo que não se encontrem fatores objetivos para se explicar as causas de infertilidade.

Causas da Infertilidade

Muitos fatores influenciam a fertilidade natural de um casal: idade do homem, idade da mulher, frequência sexual, o tempo de infertilidade, além de fatores como a obesidade e o tabagismo. Além disso, alguns distúrbios ou doenças específicas também causam infertilidade. Didaticamente, dividimos essas doenças ou fatores em causas femininas ou masculinas.

Aproximadamente 40% das causas de infertilidade dos casais estão relacionadas com fatores femininos e 40% com fatores masculinos. Em 20% dos casos, ambos os fatores estãopresentes.

Principais causas da Infertilidade Feminina

• Endometriose (principal causa)

• Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e a liberação do óvulo, como o caso da síndrome de ovários policísitcos

• Problemas nas trompas de Falópio provocados por infecções ou cirurgias

• Ligadura das trompas

• Miomas uterinos

• Pólipos endometriais

• Muco cervical que impede a passagem de espermatozóides.

Medicina Fetal

A Medicina Fetal é uma sub-especialidade da Obstetrícia que objetiva o cuidado com o feto, por meio da avaliação e acompanhamento da gestação. Desenvolveu-se muito nas últimas décadas, principalmente a partir da evolução dos aparelhos de ultrassonografia.

Alguns fatores em especial determinam gestações com risco aumentado, como nos casos de doenças clínicas maternas pré-existentes, como diabetes e cardiopatia; gestação anterior com óbito fetal, filho mal-formado, parto prematuro; risco genético aumentado, como em gestações em idade materna avançada, gestação anterior com malformação fetal ou doenças familiares com herança genética; exposição a riscos ambientais como infecção materna durante a gestação, medicações, outras substâncias químicas e radiação; além de complicações fetais na gestação atual, como diagnóstico de malformação fetal, restrição do crescimento e alterações da vitalidade fetal.

A Medicina Fetal irá determinar aspectos como as chances de complicações para a mãe e o feto durante a gestação e a magnitude desses riscos; a forma e periodicidade com que a gestação deve ser acompanhada; os exames complementares necessários para elucidação diagnóstica e seguimento gestacional; o risco de recorrência em gestações futuras; possíveis medidas preventivas para gestações futuras; o planejamento de medidas terapêuticas e condições do parto frente à doença de base identificada, entre outras.

Abortamento

Aborto ou abortamento espontâneo é a perda involuntária de um feto de até 20 semanas de gestação. Um aborto espontâneo também pode ser chamado de “aborto involuntário”. O aborto incompleto é aquele em que o material gestacional não é completamente eliminado do organismo materno.

Quais são os sintomas do aborto?

Os possíveis sintomas de aborto variam de dor leve ou de forte intensidade, provocando cólicas no abdome ou na parte inferior das costas, tecido ou material similar a coágulos que saem da vagina e sangramento vaginal.

Existe algum tratamento para evitar o aborto?

O pré-natal completo o mais cedo possível é a melhor prevenção disponível para todas as complicações da gravidez. Muitos abortos decorrentes de doenças em todo o corpo podem ser evitados detectando e tratando a doença antes da gravidez. No entanto, vale ressaltar que muitos casos de abortamento no início da gestação estão relacionados a anormalidades na formação embrionária, e sendo assim não passíveis de tratamento. O médico especialista poderá avaliar as possíveis causas de abortamento com solicitação de métodos de diagnósticos apropriados.